17 de novembro de 2009

Out of office


Nem eu achei que ia arrumar uma desculpa tão convincente, mas o abandono do blog é devido (também) a uma viagem pro outro lado do mundo.

Mas paciência que dia desses eu volto.

23 de setembro de 2009

Derrotas e aprendizados

Todo mundo me disse que de todas essa foi a minha viagem mais nada a ver. Fui sozinha para a República Dominicana, esqueci a bateria da minha câmera fotográfica, dirigi pelo menos 3 horas para chegar em praias legais e não conheci nenhum monumento histórico.

Não que não tenha valido a pena, mas vem aí alguns posts do que não fazer.

22 de setembro de 2009

O sim

Por falar em jantar em Santorini, pensei que o pessoal que jantava naquele restaurante em Oia estava aplaudindo o pôr-do-sol, mas na verdade era tudo por causa de um moço ajoelhado com um anel na mão.

Câmera em punho, tirei um monte de fotos (a qualidade não tá lá essas coisas) e as ofereci ao casal como de presentinho de casamento =) .

21 de setembro de 2009

Para raspar o prato

Pelo que tinha entendido, Pyrgos era um vilarejo no interior de Santorini. Fui parar lá porque estava atrás de um restaurante indicado pelo casal dono da locadora de motos que me garantiu: "é para lá que o pessoal da ilha vai quando quer comer bem". Essas palavras soaram como música para meus ouvidos e em respeito ao meu espírito gordo fui atrás da taverna cujo nome não lembro.

Mas lembro bem de estar cercada de gente falando grego, dos pratos vazios no final da refeição, do sorriso do dono do restaurante quando contei pra ele que a comida estava esplêndida, do bom vinho, das fotos antigas de família que cobriam as paredes, e das panelas de cobre que enfeitavam o salão.

Vai lá:
Restaurante secreto em Pyrgos (acho que começa com a letra "V")
Não lembro do nome e nem do endereço, mas como Pyrgos é pequenininha não deve ser difícil achar...

Jantar bem em Santorini

O visitante de muito bom gosto de olho nos meus pãezinhos ;)

Santorini tem um monte de possibilidades de jantares bacanas. A minha dica é de um restaurante que fica em Oia - aquele lugar do pôr-do-sol inesquecível.

Escolhi o Farani Villas, que também é um hotel (só não posso falar da hospedagem porque minha opção foi beeeem mais modesta). Mas, sobre o restaurante posso dizer que a vista é linda (claro), as mesas são poucas e o serviço é ótimo. Pedi um risoto de açafrão com parmesão acompanhado de um vinho branco produzido na ilha. Como couvert comemos pães da casa com pastinhas meditarrâneas. Tudo delicioso.

Achei o preço justo, considerando a exclusividade e também que, em Santorini, só os Gyros são baratos.

Vai lá:

Restaurante do Hotel Farani Villas
Oia
Tel.: + (30) 22860-71007

15 de setembro de 2009

Basco porém parisense

A volta toda do post anterior foi para justificar o lugar do Chez Gladines na minha lista de restaurantes imperdíveis de Paris. Aí vai:

- À primeira vista o serviço pode parecer um tanto quanto tosco, especialmente para que está acostumado com a politesse française. É só ter um pouquinho de paciência para perceber que o pessoal de lá trata os clientes como amigos convidados para o jantar e logo atendimento se torna um dos pontos fortes do restaurante;

- A especialidade é basca, mas no cardápio também tem um monte de pratos franceses. A comida é farta e muito gostosa. As saladas são servidas em tigelas enormes, se você conseguir terminar é bem provável que o garçom lhe dê parabéns;

- O lugar é apertado, tem sempre gente se acotovelando no balcão, você divide a mesa com gente que você não conhece, mas no fim das contas há grandes chances de sair de lá com novos amigos;

- Quando planejar ir em bando, é bom saber: só vai sentar quando todos do grupo tiverem chegado - sem choro nem vela.

- Sempre tem fila. Ou você chega cedo ou aproveita pra tomar uma sangria enquanto espera uma mesa.


Não dá vontade de saber porque tanta gente espera um tempão no frio por uma mesa?

- Ah sim, o preço é ótimo! (pelo menos para os padrões parisienses)

Vai lá:

Chez Gladines
30, Rue des Cinq Diamants, 13ème
Metrô: Corvisart ou Place d'Italie
Todos os dias de 12h às 15h e de 19h até meia-noite
+33(0)1 4580 7010

27 de agosto de 2009

Comida e globalização

Acho que tão legal quanto experimentar  novos sabores e conhecer especialidades nacionais é descobrir lugarzinhos que andam conquistando a população local. E como nem sempre a lógica gastronômica é evidente você acaba descobrindo que a Inglaterra é um ótimo país para degustar comida indiana, Nova York tem ótimas cantinas and so on. Aqui mesmo no Brasil, não temos, por exemplo, ótimos restaurantes japoneses? Então.

A França, apesar da fama de torcer o nariz para tudo que é estrangeiro, recebe a culinária estrangeira com espantoso entusiasmo. Dizem que o couscous marroquino é o prato mais consumido pelos franceses (!), mas falo dele outro dia. Meu ponto é: porque não incluímos em nossos roteiros novos sabores e fazemos de nossas viagens experiências ainda mais ricas?

17 de agosto de 2009

Ledo engano

Você acha mesmo que fazer compras em Paris é sinônimo de chiquê? Dá só um pulinho no 18ème arrondissement, ali nas imediações da estação Château Rouge ou Barbès-Rochechouart e depois me conta.

Calçada do 18ème numa tarde de sábado

13 de julho de 2009

Para evitar o sufoco

Se possível, leve para a Grécia mais dinheiro do que pretende gastar. Não conte muito com o seu cartão de crédito pois é surpreendente o número de estabelecimentos que se recusam a aceitá-lo. Precisei pagar em espécie, por exemplo, o albergue em Atenas, minhas passagem de ferry e a conta da loja de conveniências da Shell. Também vi vários hotéis e restaurantes que não aceitam cartão algum.

Ah sim: tome muito cuidado com os batedores de carteira! Dizem que eles são muitos, sobretudo no metrô.

5 de julho de 2009

Hospedagem

Mais um item que depende da temporada: no inverno a dificuldade é encontrar um hotel/albergue/pousada funcionando e no verão a questão é encontrar disponibilidade. Daí a minha campanha "Conheça a Grécia nos meses de maio ou outubro!".

No quesito preço a surpresa foi boa: por 40 euros um casal pode se hospedar em um hotel bastante confortável no sul da ilha. Eu fiquei no hotel Venus que tem quartos espaçosos, café da manhã farto e pessoal muito simpático.

Optei pelo sul porque foi onde achei vagas com muita facilidade (cheguei na ilha sem ter feito reserva) e porque queria estar perto do centro mas, no norte de Zakynthos as opções são várias: há pousadas extremamente charmosas perto do mar e algumas casas grandes de pedra no interior que são l-i-n-d-a-s; para quem conseguir reunir uma boa turma de amigos, deve ser maravilhoso (e em conta).